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O Despertar é o LEMA…O Explorar é o
TEMA…Assim conheço o MUNDO!
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Tema
escolhido |
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“(…) a mente de uma criança (…)
não é um copo vazio que gradualmente se enche de informação (…) as
crianças constroem o seu próprio conhecimento através de experiências
repetidas que envolvem interações com pessoas e com materiais (…)”
Jean Piaget
Descobertas…Curiosidades…Explorações…Desafios... O que podemos aprender
enquanto sonhamos e brincamos. Enquanto criamos e construímos...
Enquanto vamos pela mão de uma criança ou “atrás” da sua curiosidade, do
seu olhar, do seu ponto de vista. Assim iniciamos o nosso projeto, que
será construído com as crianças a partir das conversas, das trocas, das
partilhas, das brincadeiras, do querer saber e fazer mais.
Após as primeiras observações do
grupo e tendo por base os centros de interesse de cada um dentro da
sala, “O Despertar é o LEMA…O Explorar é o TEMA…Assim conheço o
MUNDO!” é o tema escolhido para desenvolver com o grupo de crianças
este ano letivo. Este decorreu da necessidade de trabalhar a autonomia,
a partilha, sendo capaz de ajudar a torná-los mais responsáveis, mais
conscientes e mais participativos. Com este tema pretendemos motivar e
estimular a curiosidade pelo mundo que os rodeia e para a necessidade de
implementar e pôr em prática uma educação comprometida com o meio
envolvente, que possa resolver problemas e apontar soluções.
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O porquê deste tema? Escolhemos
este tema porque as crianças encontram-se numa fase de exploração e
curiosidade e tudo que observam é motivo de interesse e descoberta e é
com estas descobertas que estas vão evoluindo no seu desenvolvimento.
Dar às crianças meios para
desenvolver as suas potencialidades, contribuir para que se formem
cidadãos livres e capazes de construir uma sociedade em que se sintam
mais felizes e respeitados.
Pretendemos também que este projeto
seja desenvolvido com a participação da família. Por isso é necessária
uma estimulação da relação escola-família, pois a educação escolar é
complementar da ação educativa da família.
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Fundamentação
teórica
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“Os alunos, com
a colaboração do educador, reconstituem, através de projetos de trabalho
os instrumentos sociais de representação, de apropriação e de descoberta
que lhes proporcionam uma compreensão mais profunda.”
Sérgio
Niza
A descoberta que
a criança faz dos outros, a descoberta do Mundo que a rodeia e a
descoberta de si mesma são marcos do desenvolvimento da criança. Cada
uma das descobertas que realiza são momentos de alegria, satisfação e de
aprendizagem. Ao longo do ano surgirão curiosidades, interesses,
necessidades e vontade de descobrir mais, reconhecendo que o ímpeto para
aprender surge de dentro da criança. Os seus interesses pessoais e as
suas questões e intenções levam à exploração, experimentação e
construção de novos conhecimentos e compreensões. (Mary Hohmann e David
P. Weikart) |
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Nesta perspetiva,
é nossa função dar às crianças oportunidades para descobrir coisas por
si próprias, ao mesmo tempo que estamos disponíveis quando nos pedem
apoio.
As crianças
precisam assim, de ser encorajadas a explorar e a aprender a partir de
um leque rico de atividades, objetos e pessoas pois o desenvolvimento
emocional equilibrado deriva de experiências que apoiem a iniciativa, a
criatividade, a autonomia e a auto-estima. No entanto, é fundamental que
se reconheça que a criança é ainda muito pequena ansiando por ser
independente e auto-confiante necessitando ao mesmo tempo de contar com
afeto e conforto.
É também nesta
fase que começam a emergir amizades que necessitam de assistência, uma
vez que as crianças são ainda muito inexperientes nas interações com os
outros.
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O
processo dinâmico de interação da criança com o meio parece efetuar-se a
partir do binómio atração/repulsa, conforme pessoas e locais sejam
tornados estáveis, familiares e recetivos à criança ou não.
O desenvolvimento da autonomia na
primeira infância é condição necessária para a construção de uma
personalidade saudável. Permitirá na adolescência e na vida adulta a
capacidade de resolver conflitos de forma crítica e assertiva.
Para favorecer o
desenvolvimento da autonomia é necessário que os pais e educadores
compreendam os modos próprios que a criança tem de se relacionar, agir,
sentir, pensar e construir conhecimentos, a capacidade da criança de se
auto organizar, realizar escolhas, interagir com normas e regras e se
posicionar nas relações quotidianas.
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Levando esta
definição em conta, é possível ter uma ideia da abrangência deste tema,
pois a autonomia tem relação não apenas com “ser capaz de fazer as
coisas por si mesmo”, mas também está ligada ao desenvolvimento da
consciência moral. Ou seja, se somos autónomos, somos livres e se somos
livres, tomamos as nossas decisões, por isso devemos ser ensinados a
avalia-las.
Na vida das
crianças, a autonomia depende da diminuição da dependência dos pais (e
outros adultos, como professores por exemplo) e tem como ganho uma maior
segurança em relação às próprias capacidades. Para que a criança se
torne autónoma necessita de ser autorizada a crescer e a desenvolver-se.
Nós, adultos, somos a peça determinante na forma como as crianças irão
avançar e relacionar-se com os desafios da sua vida e a autonomia é sem
dúvida um desses desafios. Ela está diretamente ligada, por exemplo, à
auto-estima, pois uma criança autónoma sente-se capaz, tenta resolver os
seus problemas e, desta forma aprende a relacionar-se, a comunicar com
as outras pessoas e fazer escolhas.
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O desenvolvimento
da autonomia na infância permite a construção de uma personalidade
saudável e possibilitará o desenvolvimento da capacidade de resolver
conflitos ao longo da vida. Para se desenvolverem as crianças devem ser
estimuladas a fazer coisas que antes não conseguiam realizar sozinhas
como, por exemplo, arrumar a cama, colocar o sapato, servir o próprio
prato, arrumar brinquedos, arrumar a cadeira, colocar a mesa, etc. Além
destas tarefas, crescer e tornar-se autónomo exige que desenvolvamos a
capacidade de tomar decisões, fazer escolhas e assumir as consequências
destas escolhas.
Apenas uma
criança autónoma aprende a fazer escolhas, avaliar os próprios desejos,
sentimentos e traçar metas para alcançá-los. Junto com a autonomia,
outras facetas da personalidade vão desenvolvendo, como a moralidade, e
com ela os conceitos de certo e errado, pois a autonomia traz consigo
responsabilidades e com elas vêm os limites. Não podemos esquecer que,
para o desenvolvimento da autonomia é importante que as crianças tenham
vivências e experiências de vida, para isto, eles devem ser autorizados
a experimentar o meio onde estão inseridos. |
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Objetivos
Os
Objetivos
Gerais
aplicam-se a conceitos e princípios, a novas situações, são também
abrangentes e formulados em termos de meta de ensino e aprendizagem, isto é, são
a principal meta a concretizar.
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Objetivos
Gerais
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Destacamos aqui os que pretendemos
atingir com o concretizar deste projeto:
- Desenvolver a noção de
conhecimento do mundo;
- Desenvolver a linguagem e a
comunicação;
- Desenvolver a motricidade;
- Desenvolver as relações
socio-afetivas;
- Desenvolver a perceção/cognição;
- Desenvolvimento do pensamento
lógico-matemático;
- Desenvolver na criança
auto-estima e confiança em si própria e nos que a rodeiam;
- Desenvolver a autonomia e a
interação com o meio ambiente;
- Auxiliar a criança na sua
socialização (respeito pelo outro e por pequenas regras);
- Respeitar a individualidade e o
ritmo/evolução de cada criança;
- Incentivar a participação das
famílias no processo educativo.
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Os
objetivos específicos
têm um significado mais restrito do que os gerais, pois surgem no seguimento de
cada atividades pontual.
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Objetivos
específicos
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- Ser capaz de reconhecer o
corpo e as diferentes partes que o compõem;
- Descobrir novas sensações
através dos sentidos;
- Estimular a aquisição, a
coordenação e o controlo do corpo, melhorando a agilidade e a
flexibilidade;
- Estimular o desenvolvimento
de novo vocabulário;
- Estimular/Aumentar os níveis
de atenção e concentração;
- Incentivar o interesse e a
curiosidade das crianças para as aprendizagens;
- Ter a noção da estrutura
corporal e as suas respetivas funções;
- Desenvolver atitudes
criadoras, engrandecer a originalidade e expandir a imaginação;
- Desenvolver na criança
auto-estima e confiança em si própria;
- Auxiliar a criança na sua
socialização (respeito pelo outro e por pequenas regras);
- Promover uma educação de base
ao nível da segurança;
- Promover uma perspetiva
básica do mundo que as rodeia;
- Desenvolver a memória;
- Desenvolver a capacidade de
partilha;
- Aprender a trabalhar em grupo
e individualmente;
- Estimular a coordenação
óculo-manual;
- Desenvolver a linguagem
através de rimas, lenga-lengas, canções, teatros, histórias,
poesias;
- Promover a aprendizagem ativa
(vivenciar situações, explorar), ajudando a um conhecimento mais
lógico;
- Ajudar a compreender o tempo
(antes/ depois; Recordação/ memorização);
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A estrutura de um projeto pedagógico é algo um pouco mais extenso e apresenta
dados que não se encontram aqui descritos, nomeadamente pormenores mais
técnicos.
Os encarregados de educação dos “Meninos Rabinos” que quiserem tomar mais
conhecimento acerca destes pormenores, ou seja, do projeto na sua totalidade,
poderão solicitar à Educadora de sala qualquer dúvida.
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